Dia do Aposentado 2020

 Diretor de Ouvidoria, Horácio de Oliveira, e o assistido da FRG, Agildo Meireles, em cerimônia na ABRAPP.

Diretor de Ouvidoria, Horácio de Oliveira, e o assistido da FRG, Agildo Meireles, em cerimônia na ABRAPP.


O dia 24 de janeiro é o Dia do Aposentado. Para celebrar essa data, a Real Grandeza e demais entidades, que formam a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), participa de uma cerimônia comemorativa no dia 23 de janeiro, no Espaço Citron, em São Paulo.

A Real Grandeza homenageia todos os seus aposentados que, dessa vez, foram representados pelo assistido Agildo da Silva Meireles, do Escritório Central (RJ). Na ocasião o aposentado da Real Grandeza receberá um diploma alusivo à comemoração do diretor-Ouvidor, Horácio de Oliveira.

Conheça um pouco da história do homenageado de 2020:

  • AGILDO DA SILVA MEIRELES – Contador, Administrador de Empresas e Economista (Escritório Central -RJ)


“Se a Real Grandeza não existisse, seria impossível sobreviver. Hoje eu tenho uma velhice tranqüila e posso usufruir de um futuro com segurança”. 

De origem humilde, Agildo nasceu em Paracambi, no Sul do Rio de Janeiro, e aos 6 anos de idade se mudou com a família para capital fluminense. Morador do bairro de Maria da Graça, zona Norte do Rio de Janeiro, aos 14 anos ele  conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada, trabalhando como office boy numa gráfica no bairro de São Cristóvão.
 
Após a primeira experiência de trabalho, Agildo se alistou no Exército Brasileiro e foi nessa época, em 1966, que surgiu um tímido interesse em estudar odontologia e seguir na carreira militar. Mas após servir ao Exército, ele seguiu novos rumos e começou a trabalhar na empresa Shell, no Centro do Rio de Janeiro. “O emprego na Shell foi muito importante e fiz muito serão (trabalho noturno) para comprar a minha casa própria aos 21 anos de idade, relata o aposentado, orgulhoso com a primeira conquista da sua vida.

O INGRESSO EM FURNAS
Atento à necessidade de investir na profissão, Agildo decidiu continuar a estudar após concluir o curso técnico em Contabilidade. O primeiro passo foi a inscrição no curso pré-vestibular da faculdade Moraes Júnior, atual Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio. No curso, Agildo conheceu os seus futuros colegas de trabalho, entre eles Sergio Pacheco, Ruby Teixeira Monteiro (in memoriam) e Rui Ferreira de Sá.

Após o período inicial de interação com os colegas da turma, Agildo ouviu pela primeira vez o nome da empresa Furnas. Os colegas da turma, que já trabalhavam na Patrocinadora, tinham o mesmo objetivo de Agildo, pois a empresa estava crescendo e era preciso estudar para não ficar para trás. Recém-promovido na Shell, Agildo seguiu o conselho do colega de turma, Adão José Vieira, que já trabalhava na Patrocinadora, e se dirigiu até o Departamento Pesssoal, que na época funcionava na Av. Rio Branco, para fazer sua inscrição. Dias depois Agildo foi chamado para fazer a prova e foi aprovado em novembro de 1968.
 
O ingresso em Furnas aconteceu em janeiro de 1969 e Agildo começou a trabalhar no Departamento de Contabilidade (DCB), na divisão de importação. Para entrar na faculdade, Agildo contou com a ajuda da empresa que subsidiou metade dos cursos de Administração de Empresas e Ciências Contábeis.

Com a mudança de Furnas para a nova sede, no bairro de Botafogo, Zona Sul do RJ, o DCB passou a funcionar no mesmo bairro. Em 72, com a criação da sede da Real Grandeza, Agildo foi indicado pelo Sr.Sérgio Pacheco, assistente do Sr. Jacy Neves da Silva (in memoriam), para trabalhar na FRG. Vale lembrar que a Fundação de Previdência e Assistência Social foi criada em 29 de julho de 1971, mas só começou a funcionar em janeiro do ano seguinte. No primeiro ano de funcionamento, o quadro de funcionários, a maioria cedida por Furnas, era dividida nos seguintes setores: áreas médica, financeira, de operações e superintendência.

Na Real Grandeza Agildo foi chefe dos setores de contas a pagar (1973 a 1974), de empréstimos (1974 a 1978) e assessor financeiro da divisão de investimentos em Renda Fixa (1978 a 1991). Sempre pronto para novos desafios, Agildo retornou para a Patrocinadora em 1992, após ser convidado pelo Superintendente Financeiro, Paulo Halfeld, já falecido, para trabalhar no Departamento de Recursos Financeiros (DRS.F). De volta à empresa, Agildo teve a oportunidade de cursar MBA em Finanças e se aposentou em abril1997.

Do tempo do trabalho em Furnas, Agildo lembra com carinho do amigo Sergio Pacheco. “O Sérgio era o meu vizinho em Ramos e costumávamos ir de trem até a Central do Brasil e depois dividíamos o táxi até o trabalho. Como ainda não existia refeitório em Furnas, almoçávamos juntos numa pensão, apelidada na época pelos colegas de “pensão dos coveiros”, devido à proximidade com o Cemitério São João Batista.


APOSENTADORIA
O desligamento da Patrocinadora aconteceu em abril de 1997 e Agildo começou a distribuir currículos em busca de novas oportunidades de trabalho, mas não foi fácil encontrar emprego. Disposto a não ficar parado, Agildo não desanimou e saiu da sua área de atuação e se inscreveu nos cursos de gerência e controladoria no setor de hotelaria  e técnico em  corretor de seguros.  Com a ajuda da sua atual companheira, Maria Vanda Tostes, que já trabalhava na área de seguros, Agildo começou a trabalhar numa corretora até abrir o seu próprio negócio em 1999 e até hoje atua nesse ramo.

Após a aposentadoria Agildo participou como membro do Conselho Fiscal da Real Grandeza, de 2012 a 2016, e atua nos seguintes fóruns externos, como a União Nacional das Entidades Associativas e dos Titulares de Planos Fechados de Previdência Complementar (UNIDASPREV), Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar e de Autogestão (ANAPAR) e Associação dos Aposentados de Furnas (Após-Furnas), onde participa desde 2003 e atualmente faz parte do Conselho Deliberativo da Associação, mandato que se encerra em 2021.

Morador da Tijuca, Zona Norte do Rio, Agildo continua na ativa, viajando nas horas vagas, sem abrir mão da companhia dos filhos Eduardo e Luciana e dos trigêmeos, Maria Eduarda, Pedro e Gabriel.
Ao ser perguntado sobre a importância do fundo de pensão, Agildo diz que aprendeu na vida que é necessário prever para prover. “Hoje, relembrando a minha trajetória em Furnas, eu me considero um cara iluminado porque eu vim da pobreza e hoje eu tenho um patrimônio para curtir a minha velhice tranqüila”.

(23/01/2020)

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