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A reação do consumo
n Após um primeiro trimestre em que o crescimento da atividade econômica esteve baseado no setor agropecuário, no segundo trimestre o consumo contribuiu para o início da retomada na economia.

Os dados de vendas do varejo divulgados pelo IBGE apresentaram, em junho, o terceiro mês consecutivo de alta, crescendo 1,2% frente ao mês anterior e 3,0% sobre o mesmo período de 2016, depois de dois anos de queda. Esse desempenho foi puxado pelo aumento das vendas de móveis e eletrodomésticos, com avanço de 12,7%, e de vestuário e calçados, com aumento de 4,6%.

Entre os fatores que contribuíram para essa reação estão os saques das contas inativas do FGTS liberados pelo governo, que injetaram cerca de R$43 bilhões na economia. Grande parte desses recursos foi usada para pagar dívidas e, o restante, direcionado para o consumo.

Outro fator relevante foi a queda da inflação em ritmo mais acelerado que o esperado inicialmente, contribuindo para o aumento real da renda dos consumidores. A inflação acumulada em 12 meses, até julho, ficou em 2,71%, o menor valor desde 1999. Isso fez com que o consumo das famílias brasileiras, que estava reprimido há cerca de dois anos, apresentasse um alento em função dos ganhos reais na renda. A trajetória descendente da taxa de juros também foi um fator de estímulo à retomada do consumo, uma vez
que com juros menores o consumidor se sente mais seguro para a aquisição de um bem via crédito.

Para o segundo semestre é esperada a continuidade da evolução do consumo. Isto porque a inflação deverá seguir bem comportada e novos estímulos já estão programados pelo governo, como a liberação do PIS-Pasep para aposentados, estimada em cerca de R$ 16 bilhões. Além disso, espera-se a continuidade do ciclo de corte de juros, reaquecimento do mercado de trabalho e melhorias no poder de compra do consumidor.

Para o segundo semestre é esperada a continuidade da evolução do consumo. Isto porque a inflação deverá seguir bem comportada e novos estímulos já estão programados pelo governo, como a liberação do PIS-Pasep para aposentados, estimada em cerca de R$ 16 bilhões.

PIS-Pasep – São duas contribuições sociais destinadas aos trabalhadores do setor privado (PIS) e aos servidores públicos (Pasep). Seus significados são: Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, respectivamente. A partir delas são financiados o seguro-desemprego, o abono salarial e a participação nas receitas dos órgãos e entidades, tanto para empresas públicas quanto privadas. Esses recursos podem ser sacados pelos trabalhadores em casos específicos, como aposentadoria ou doenças graves. PNAD – Significa Pesquisa Nacional por amostra de domicílios feita pelo IBGE, que mede, entre outros indicadores, a taxa de desemprego no País. A PNAD entrevista 211 mil pessoas em 3.500 municípios brasileiros.
Aumento gradual das vendas nos shopping centers
n Após dois anos de crise, o setor de shopping centers dá sinais de que pode ter começado a recuperar a sua capacidade de crescimento, em meio ao cenário de instabilidade política e de incertezas econômicas.
O fluxo de pessoas circulando e voltando a consumir nos shoppings vem aumentando gradualmente, principalmente após a liberação dos recursos de contas inativas do FGTS, que ajudou a elevar o índice de intenção de compras do brasileiro. Houve aumento, principalmente, nas compras de bens duráveis, sobretudo eletrodomésticos e artigos do lar. A expectativa de queda da inflação é outro fator que está impulsionando gradativamente o poder de compra dos consumidores. O setor vem resistindo à crise pelo aumento de eficiência, redução de custos e mudanças de estratégias, tais como o aumento de espaços ligados ao lazer. O shopping center está deixando de ser exclusivamente um centro de compras, sua vocação original, para tornar-se também um centro de entretenimento. As áreas tradicionais que abrigam lojas de vestuário e calçados e lojas-âncoras estão encolhendo e cedendo espaço para alimentação, lazer e serviços diversos. Além disso, a percepção de violência, principalmente das grandes cidades, está atraindo as pessoas a frequentarem mais os shoppings por motivo de segurança. Diante do cenário econômico brasileiro negativo e da retração nas vendas do varejo, o setor de shopping foi desenvolvendo outras formas de atrair público. A crise levou os consumidores a ficarem mais seletivos e a adotarem novos comportamentos de consumo. A tendência aponta para um shopping no qual o consumidor deve se sentir seguro, acolhido, estimulado e com acesso a atrações e serviços diversos. O comércio varejista é muito sensível aos impactos causados por mudanças na conjuntura econômica e dependente de variáveis como o nível de renda do consumidor, juros, inflação e índice de emprego. O setor deve ser favorecido pela continuidade da redução da taxa de juros, que diminui os gastos com pagamento das dívidas financeiras, melhorando o poder de compra das famílias, o que pode levar à recuperação da confiança.
Desemprego em queda?
O IBGE divulgou os dados da PNAD referentes ao segundo trimestre de 2017. A pesquisa, que mede a taxa de desocupação da população, apontou que, pelo quarto mês consecutivo, a taxa de desemprego apresentou queda, fechando o trimestre em 12,8%, ante os 13,0% do trimestre anterior. Para entendermos melhor esse número é necessário fazer uma análise não só quantitativa, mas também qualitativa dos dados que medem o emprego no país. Apesar de o desemprego ter diminuído 0,2% no comparativo dos trimestres, é importante ressaltar que o número de empregados com carteira assinada no período também diminuiu. Isso sugere um aumento da informalidade no mercado de trabalho. Em outras palavras, novos empregos foram gerados, porém, não oferecem os mesmos direitos daqueles com carteira assinada.
Ano IV - Número 27 Maio/junho de 2017
INFORMATIVO DE MACROECONOMIA E FINANÇAS PESSOAIS DA FUNDAÇÃO REAL GRANDEZA
Ano IV - Número 28 Julho/agosto de 2017
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